IA preserva cultura indígena e pode gerar renda

Arandu conecta tecnologia, saber ancestral e autonomia econômica

Se apropriar das novas tecnologias para manter a preservação da cultura dos povos indígenas. Essa é a ideia da Arandu, uma inteligência artificial desenvolvida por mulheres indígenas com o objetivo de preservar saberes ancestrais, registrar tradições em formato digital, produzir e editar conteúdos e comercializar produtos desenvolvidos nas aldeias para fora das comunidades.

Arandu, que significa “sabedoria” em tupi-guarani, conecta conhecimento tradicional e tecnologia com a meta de fortalecer culturas originárias e potencializar o surgimento de novas oportunidades. A ferramenta é gerida exclusivamente por mulheres indígenas, o que fortalece a autonomia financeira das famílias e também da comunidade.

A iniciativa está integrada à plataforma Círculos Indígenas e reúne diversos povos indígenas, com presença nos estados do Acre, Amazonas, Tocantins, Pará, Maranhão, Rondônia e Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraíba, Roraima, Santa Catarina e Bahia. Construída de forma coletiva em 2025 a partir de uma convocação da ONG Recode, a Arandu surgiu da necessidade de fortalecer as redes de apoio de mulheres indígenas, preservar a ancestralidade e potencializar suas vozes.

A plataforma oferece acesso a ferramentas intuitivas para a criação, edição e distribuição de texto, vídeo, áudio e formatos visuais. A iniciativa também atua como acervo digital dos saberes tradicionais, respeitando sempre direitos coletivos e contextos culturais. Em desenvolvimento está a possibilidade de geração de renda a partir de um espaço e-commerce para a comercialização dos itens gerados nas aldeias.

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