Os ODS e o Brasil na COP-31, na Turquia

Evento global sobre mudanças climáticas reforça desafio do cumprimento das metas e do enfrentamento ao aumento da temperatura da Terra

Está chegando a 31ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-31). Após a COP-30 ter sido realizada em Belém (PA), a edição deste ano vai ser sediada em Antalya, na Turquia, entre os dias 9 e 20 de novembro. E a COP tem toda conexão com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), afinal, o combate à crise climática é um aspecto fundamental dentro das metas e que impacta profundamente o desenvolvimento social e econômico do planeta.

A edição de 2026 guarda uma peculiaridade: enquanto os turcos serão os anfitriões e ocuparão a presidência da COP, a Austrália liderará as negociações formais. Além de refletir uma grande disputa interna pela sede do evento, essa cessão aos australianos reforça a importância da discussão de temas relacionados ao Pacífico, região altamente vulnerável aos impactos das mudanças climáticas.

Após a COP-30 ter reforçado no Brasil a agenda de implementação das decisões incutidas nos debates das últimas edições, a COP-31 deverá cobrar como governos e setores econômicos irão transformar os compromissos firmados nos últimos tempos em execução e resultados palpáveis. As negociações climáticas não estão mais apenas no campo da sustentabilidade, mas também afetam atualmente a estratégia, competitividade, gestão de riscos, reputação, investimentos e acesso a mercados.

Essa discussão é essencial, levando-se em conta o dado concreto que aponta para um aumento da temperatura global superior a 1,5 ºC, que certamente está impactando o planeta como um todo. Todos os participantes vão precisar se debruçar em quais ações serão tomadas para fazer o enfrentamento a esse desafio que está posto diariamente, afetando comunidades ao redor do globo.

No caso do Brasil, o país terá um papel destacado na COP-31. Isso porque, na edição de Belém, o Brasil foi alçado ao centro das discussões sobre Amazônia, financiamento, adaptação, transição justa, biodiversidade e participação de diferentes atores na agenda climática. Por sua liderança entre as nações em desenvolvimento, o Brasil poderá exercer influência importante para o avanço de algumas políticas, mas também será cobrado a dar passos necessários para a garantia da implementação de ações contra os impactos climáticos.

Caso queira se aprofundar mais sobre o tema, acesse: https://www.amcham.com.br/blog/cop31

Ou visite o site da COP 31: https://unfccc.int/cop31

Saiba mais obre a COP 30 no Brasil: https://portalgreenacademy.com.br/novidades/cop-novembro-brasil

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