A economia circular e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Conheça modelo econômico que busca reaproveitar materiais e gerar menos resíduos
Quando se fala em Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, um tema que normalmente é citado é o da economia circular. Essa forma diversa de produção e consumo se distingue do modelo linear tradicional, baseado na extração de recursos, fabricação de produtos e descarte de resíduos. Nessa outra metodologia, os materiais são constantemente reaproveitados, diminuindo a geração de resíduos. Como se percebe, é a conservação do planeta que está no centro desse processo. Por isso, a economia circular está totalmente conectada ao desenvolvimento sustentável, pois defende o uso responsável dos recursos naturais, buscando um maior equilíbrio entre as necessidades econômicas, sociais e ambientais.
O foco da economia circular está em reduzir até eliminar o desperdício, maximizando o valor dos produtos ao longo de todo o seu ciclo de vida. Para que isso se concretize, são utilizadas inúmeras estratégias, como redesenho de produtos, remanufatura, reutilização e, claro, a reciclagem, essa mais familiar ao cotidiano das pessoas. Busca-se, assim, um uso mais eficiente dos recursos, o que vai causar uma redução da geração de resíduos.
A meta é gerir os recursos finitos de modo a recuperar os seus valores, prezando pela regeneração e pela redução do uso de materiais. O reaproveitamento de materiais e a redução da extração de matérias-primas são exemplos desse processo. Dessa forma, a economia se torna mais sustentável, enquanto o meio ambiente é, digamos, mais poupado.
Por isso, esse modelo econômico desafia os rumos do modelo extrativista atual e faz mais coro com o desenvolvimento sustentável, prometendo gerir os recursos para atender as necessidades para que as gerações seguintes também tenham garantidos os seus direitos. E aqui é que a economia circular se relaciona com os ODS, afinal, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu tais metas para reduzir pobreza e desigualdade e garantir a justiça social, mas também diminuir a devastação do meio ambiente, preservando a natureza e combatendo as mudanças climáticas. Tudo para, ao final, cuidar do planeta.
A economia circular está ligada, por exemplo, ao ODS 6 – Água potável e saneamento, pois nessa proposta há a ideia do uso eficiente e da reciclagem da água em processos industriais, colaborando para a conservação desse recurso essencial. A busca por fontes de energias renováveis do ODS 7 – Energia limpa e acessível também dialoga com a economia circular. Outro exemplo está no ODS 12 – Consumo e produção responsáveis, que prevê a redução do desperdício. A economia circular também contribui para a diminuição da extração de materiais e a queda da emissão de gases de efeito estufa, colaborando com o ODS 13 – Ação contra a mudança global do clima. Já o ODS 15 – Vida terrestre é favorecido pelo uso sustentável dos ecossistemas terrestres.
Enfim, como se vê, a adoção cada vez mais crescente da economia circular pode proporcionar que se aproxime dos ODS e, consequentemente, pode propiciar condições mais saudáveis para se viver na Terra. Além disso, esse modelo pretende criar um ambiente econômico que valorize a sustentabilidade e a colaboração. É preciso buscar e aderir a estratégias (como essa) que explorem menos e valorizem mais nossa natureza e nossa humanidade. Não é questão de opinião. É questão de sobrevivência.
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